Quatro executivos do setor de moda, varejo e indústria falam sobre as expectativas no pós-pandemia no segmento têxtil

Representantes da Epson do Brasil, Reserva INK, Malwee e Lancaster Estamparia participaram do projeto Impressão Digitalks by GQM, que promoveu lives para discutir como se preparar para o novo normal e como o papel da digitalização neste contexto

A ideia da iniciativa era discutir um pouco sobre as dúvidas geradas durante a pandemia do coronavírus, os impactos das mudanças para o setor e o que esperar do futuro. A série de quatro lives aconteceu entre os meses de maio e junho e reuniu grande marcas do setor têxtil e de impressão digital. Representantes da Epson do Brasil, da Reserva INK, da Malwee e da Lancaster Estamparia participaram de bate-papos bem descontraídos com o CEO da Global Química e Moda, Felipe Sanchez, sobre temas como o comportamento do varejo e da indústria até o momento de crise e como a impressão digital estava inserida nesse contexto, quais as percepções dessa fase crítica e quais as projeções dos setores a médio e longo prazos. Assim foi a primeira edição do projeto Digitalks by GQM.

“Foi uma oportunidade única da gente poder conversar com nomes de peso do mercado e analisar quais medidas foram tomadas para enfrentar a crise e o que se está sendo desenvolvido para um futuro próximo. Pudemos expor as possibilidades de retomada e como alcançar vantagens nos negócios em meio a uma economia fragilizada e em fase de recuperação. Foram contribuições que puderam abrir a mente dos participantes e ficamos felizes por poder levar as impressões debatidas a um número significativo de pessoas”, destacou Sanchez.  

O primeiro convidado do projeto Impressão Digitalks by GQM foi Fábio Neves, presidente da Epson do Brasil. Ele destacou o quanto a crise pode ser um ótimo cenário para o crescimento e também como a mudança de comportamento do consumidor deve afetar os negócios.

“A cadeia têxtil deverá passar por uma mudança no modo de fazer. Será preciso máquinas mais sustentáveis, com menos consumo de matéria-prima, energia e água. Será preciso processos mais rápidos e uma diminuição gradativa de estoques, que por sua vez afeta diretamente questões estruturais e de logística. A exposição a riscos serão muito bem pensadas porque a incerteza do futuro sempre vai existir daqui pra frente”, afirmou.        

O segundo a participar foi Arturo Edo, co-fundador da Reserva INK, plataforma digital do Grupo Reserva que permite ao empreendedor criar sua loja e customizar camisetas pré-prontas. Arturo falou sobre a digitalização da moda, como a criação de peças conforme a necessidade de entrega garante o fortalecimento do setor e também como o mercado deve se comportar na retomada.

“Acredito que haverá ainda um boom de empreendedorismo, especialmente porque muita gente acabou perdendo seu espaço no mercado de trabalho e o varejo da moda é um grande palco pra isso. O ambiente virtual de vendas cresceu muito durante essa crise. Mas o modelo de consumo brasileiro ainda é muito de valorizar a ida até a loja. Então a moda customizada que segue crescendo no online não vai deixar de ser importante também no ponto de venda físico”, pontuou.

Na terceira live, Felipe Sanchez recebeu Douglas Rampazi, co-founder da empresa Basicamente, do grupo Malwee, que automatiza serviços de impressão sob demanda para empresas e comércio eletrônico. O tema da conversa foi a experiência do consumidor como foco da estratégia e um dos pontos ressaltados por Rampazi foi o movimento das empresas em apostarem em caminhos que oportunizam resultados mais imediatos e que atingem o público final de uma forma mais assertiva.

“É preciso repensar a empresa e atender a demanda com qualidade, de uma maneira rápida e com retorno financeiro. O cliente é o centro do negócio e precisa ter uma atenção mais do que especial naquilo que ele quer consumir”, mencionou Rampazi.   

Por fim, no último episódio do projeto, André Lobe, diretor comercial da Lancaster Estamparia falou sobre como a estamparia digital vai acelerar a retomada da indústria brasileira. As necessidade de renovação e competitividade da indústria nacional foram pontos destacados pelos empresários durante o bate-papo.

“A história da indústria 4.0 deixou de ser balela pra ser uma realidade encarada pelo segmento. A questão dos grandes estoques, por exemplo, está ficando de lado por conta de custos a princípios mais baixos, mas que se transformam em prejuízo ali na frente. A produção por demanda é mais assertiva e mais lucrativa. É uma grande oportunidade de inverter o jogo. O potencial de crescimento do digital é enorme nesse contexto que estamos vivendo”, afirmou Lobe.  

Quer conferir tudo o que rolou nas nossas lives?

O conteúdo completo do projeto Impressões Digitalks by GQM está disponível no em www.lives.gqm.com.br. Acesse e confira!

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